Assessoria de Imprensa – 05/06/2007 O assunto é polêmico e ainda não dispõe da atenção necessária do governo para se efetivar nas escolas brasileiras. A educação inclusiva, tema da II Jornada Pedagógica da Faculdade de Agudos (FAAG), carece de investimentos para a adaptação dos prédios escolares, adequação do sistema pedagógico e capacitação dos professores. Essa foi a bandeira defendida pelo professor-doutor Eduardo José Manzini, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Marília, que abriu o ciclo de palestras da jornada, na noite da última segunda-feira. “A educação inclusiva precisa de investimento para adequar o ambiente escolar às necessidades dos alunos especiais. Os professores também precisam se preparar. Estamos caminhando para isso, mas o Brasil ainda está muito atrasado em comparação com outros países”, comenta Manzini. Apesar de todos os entraves, o professor é otimista e acredita que a inclusão, mais cedo ou mais tarde, ocorrerá no ensino brasileiro. Em entrevista à assessoria de imprensa da FAAG, Manzini ressaltou suas opiniões e perspectivas sobre o tema. Confira os principais trechos. O que faz o sr. acreditar na real efetivação da educação inclusiva no Brasil? Manzini: A educação inclusiva só será efetivada, de fato, se tivermos uma política de ensino para alunos com ou sem deficiência. E vejo que a política está caminhando para isso. O governo federal está dando grandes passos no sentido de dar diretrizes básicas para a educação inclusiva. Temos hoje um planejamento, diferentemente dos anos anteriores. Qual aspecto o sr. destacaria nesse plano? Manzini: Principalmente o investimento nas classes multifuncionais (salas especiais com recursos tecnológicos e pedagógicos). Antes, se falava em educação inclusiva e fechamento de serviços. Hoje, se fala em educação inclusiva e investimento em serviço. Acho que isso é um indicativo da existência de uma política para que as coisas aconteçam. As classes multifuncionais são fundamentais nesse contexto? Manzini: Essas salas serão um apoio à escola comum. O aluno vai estar matriculado na classe comum, mas poderá usar os recursos de ensino da sala multifuncional quando for preciso. Esses materiais serão usados na sala comum, entre os demais alunos. Qualquer estudante, independentemente da deficiência, poderá ser matriculado no ensino normal? Manzini: Existe uma legislação que já garante esse direito. O estudante que tem entre 6 e 14 anos pode ser matriculado, a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) faz essa garantia. Então, as escolas precisarão de professores capacitados em educação especial? Manzini: Elas precisarão requisitar o serviço para o governo. As escolas terão de se mexer também. Mas o governo dispõe de profissionais para esse serviço? Manzini: Sim. Hoje existem vários profissionais formados. O Paraná fez uma contratação de 800 professores e São Paulo está fazendo a preparação desses educadores. Os investimentos estão começando a aparecer agora. O sr. acredita que os professores conhecem o significado e a necessidade da educação inclusiva? Manzini: Hoje, quando se fala em educação inclusiva, qualquer professor sabe do que se trata. Já faz 12 anos que falamos desse assunto. Mas hoje, principalmente na rede pública, existem muitos professores descompromissados com o ensino. Esse aspecto não pode afetar o processo da educação inclusiva? Manzini: Profissional omisso tem em qualquer profissão. A educação inclusiva não necessita de um professor diferente, mas de um bom professor, que saiba ensinar tanto o aluno deficiente quanto o não deficiente. Hoje, a repetência e a evasão são mazelas comuns na escola pública brasileira. Trata-se de um problema do aluno? Acredito que não. É uma deficiência do sistema de ensino, não apenas do professor. Mas existe o interesse do professor pelo tema? Manzini: Não se trata de interesse pelo tema. Temos uma lei que garante toda criança na escola. A política que está faltando é a de oferecer às instituições de ensino todos os recursos necessários ao aluno com deficiência. E as faculdades, estão aptas a preparar o professor para a educação inclusiva? Manzini: Não se trata de uma questão específica da faculdade. Acho que o sistema de ensino, considerando-se o infantil, fundamental, médio e superior, tem de mudar. Percebemos que as faculdades, principalmente as particulares – que têm mais flexibilidade – estão mudando seus currículos. Elas estão encontrando várias disciplinas para trabalhar com a questão da deficiência no currículo dos cursos de pedagogia. Por outro lado, temos as leis também. Por exemplo, o ensino de libras tem cinco anos para ser incluído na grade de todas as licenciaturas. O Brasil está atrasado na educação inclusiva? Manzini: Está. Frente aos países desenvolvidos, bastante atrasado. No entanto, não podemos esquecer do nosso histórico. Nesses 12 últimos anos, muitas coisas foram feitas, principalmente se a gente olhar o trabalho da Secretaria de Educação Especial. Independente de governo, se formos olhar o que foi produzido de material, foi uma coisa que nunca tivemos. E tudo online, tudo de graça. Então, o professor tem de começar a se atualizar por si só, a buscar os livros novos publicados todos os meses. É por isso que falo que a responsabilidade é da Federação, Estado, Município, mas também do professor. Não podemos só ficar culpando o governo. O aluno deficiente corre o risco de ser discriminado pelos colegas de escola que não são portadores de deficiência? Manzini: Não. Esta é uma questão que se colocava há 15 anos. Temos pesquisas que mostram que isso não acontece. Quando a criança surda vai para a escola, ela ensina libras para os amiguinhos ouvintes. É a questão da socialização. Por isso, não vejo nenhum empecilho. Em qual região do País a educação inclusiva está mais próxima do ideal? Manzini: No Estado do Mato-Grosso do Sul. Lá, as salas de aula são preenchidas com até 20 alunos quando um portador de deficiência é matriculado na classe normal. Isso ainda não acontece no Estado de São Paulo. Quais são as vantagens desse limite de demanda na sala de aula? Manzini: O professor tem tempo para planejar o ensino. Seria muito bom que os nossos filhos fossem ensinados em classes com até 20 alunos em vez de 40. No entanto, isso não ocorre atualmente porque não temos um sistema
Alunos de Administração visitam Duratex
Assessoria de Imprensa – 03/06/2007 Dezesseis universitários do primeiro ano do curso de administração da FAAG (Faculdade de Agudos) participaram de uma visita técnica à empresa Duratex, em Agudos, especializada na fabricação de produtos de madeira, louças e metais sanitários projetados para a indústria de móveis e à construção civil. A atividade ocorreu no dia 2 de junho e teve cerca de quatro horas de duração. Os alunos puderam conhecer o funcionamento da companhia, desde a linha de produção ao setor de recursos humanos. “Trata-se de uma atividade complementar à teoria de sala de aula, que tem o objetivo de dar noção ao estudante sobre o funcionamento da empresa. Na Duratex, eles conferiram a produção de MDF (placas de madeira), que é o principal produto da firma, além de passarem também pelos setores de treinamento, marketing, segurança no trabalho e RH”, explica Gislaine Zaneti, professora da disciplina de introdução à administração e coordenadora da atividade. Lucien Luiz Alunos de Introdução à Administração acompanhados da professora Gislaine Zaneti.
FAAG promove Jornada Pedagógica
Jornal da Cidade – 02/06/2007 – Regional Educação inclusiva será o tema da segunda jornada do curso de pedagogia da Faculdade de Agudos (Faag). O evento começará na próxima segunda-feira e se estenderá até a quarta-feira, com a presença de educadores renomados no meio acadêmico em Agudos (13 quilômetros de Bauru). O objetivo do seminário é debater o assunto com especialistas da área, a fim de ampliar os conhecimentos sobre o tema, principalmente entre alunos. “O curso de pedagogia da Faag é voltado para a educação inclusiva, o que explica a preferência dos universitários pelo tema. Nossa meta é a socialização desse conhecimento e o fomento da pesquisa na área”, ressalta Juliana Pereira de Araújo, coordenadora do curso na faculdade. Qualquer pessoa pode participar da jornada. Basta fazer a inscrição pelo site www.faag.com.br. Todos os dias as atividades começarão a partir das 19h. Na segunda-feira haverá palestra com o professor-doutor Eduardo Manzini, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Marília, além de apresentações culturais. De acordo com a organização do evento são esperados cerca de 200 participantes, entre profissionais e estudantes da área. Quem marcar presença todos os dias receberá certificado. A Faag fica na avenida Celso Morato Leite, 1.200, em Agudos, à margem da rodovia Marechal Rondon, no sentido Interior-Capital. Lucien Luiz
Você ja diagnosticou um aluno hoje?
Agudos – 22/05/2007 – Jornal da Cidade de Agudos Temos complexos mecanismos de catalogar coisas e pessoas para torná-las conhecidas. Podemos classificar tudo por adjetivos. E assim temos bons amigos que procuramos em momentos difíceis, amigos fofoqueiros que procuramos sempre, amigos bem colocados no mercado que fazemos questão de manter contato. Temos músicas para rir, para a copa do mundo, para chorar… Professores tem alunos. Óbvio. E catalogam esses alunos? Certamente. Como? Também por adjetivos. Na falta de perspicácia e sensibilidade, nos trancos e barrancos da escola surgem gênios, puxa-sacos, rebeldes, drogadinhos, marginais, gays, lésbicas, ladrões, traficantes e em cada vez menor número: estudantes. E atrás desses adjetivos somem a infância, os problemas típicos da adolescência, a brutalidade da imposição de padrões de beleza, de riqueza… Percebem como o classificar um aluno é um ato muito, muito sério? Desse processo de adjetivação depreende-se outro muito importante que é o da constituição da auto-imagem escolar, da auto-imagem social de cada aluno. Ou seja, de nossa catalogação de professor depende em grande parte o conceito que o aluno tem de si mesmo enquanto estudante, enquanto ser aprendente, enquanto gente. E aí coloco a questão da prudência. Ensinamento antigo o da prudência… E em resumo lhes explico o porque da valorização dessa virtude. Porque conheço várias crianças e jovens. Muitas mesmo. Nenhuma me revela sinal de problemas. Sei que os Lucas costumam ser terríveis, as Gabrielas birrentas… mas não conheço nenhuma criança com “depressão profunda” apenas algumas mais mal-humoradinhas. Também não conheço nenhum adolescente com DDA (déficit de atenção) incontrolável, apenas com a desorganização e avoamento típicos da adolescência. E hiperatividade… Deixa pra lá… E conheço ainda muita criança simplesmente criança daquelas que no meu tempo de infância eram simplesmente elétricas, sempre com pernas roxas e galos na cabeça o que é no fundo sinal de saúde. Tenho inclusive um primo cuja fama tornou-se perpétua em nossa família. Foi o único caso registrado de um primo cujos pais procuraram a medicina. Que não descobriu nada além de energia em excesso e um pouco de dificuldade em respeitar limites. E cujos professores taxaram, abandonaram, tornaram um fracasso escolar ambulante e pior, contaminante! Não estou em hipótese alguma recusando a existência do DDA, do TDHA (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade), da hiperatividade, da depressão, do TOC (transtorno obssessivo-compulsivo) ou o que for. Inclusive tenho lido muito a respeito e sugiro que façam o mesmo. Apenas estou considerando a banalidade com a qual definimos nossos alunos, nossas crianças, nosso futuro. Apenas estou alertando para um processo. O do conhecimento do ser humano. O saber ou procurar saber quais as qualidades e defeitos que cada um tem. Qualidades e defeitos dos alunos que nos chegam todas as manhãs, tardes e noites. Dos filhos que geramos no útero ou no coração. Apenas alerto para que não utilizemos nomes e palavras pesada demais como “deprimida” ou “Obssessivo-compulsivo” para substituir “meu jovem”, “moleque”, Joãos e Alessandras (e aqui entra aquela prudência). Apenas alerto para o fato de que de perto todos temos alguma loucura ou mania. Todos saem perdendo quando esses nomes, adjetivos são dados assim a esmo. Os pobres adjetivados se perdem tanto, que não chegam a saber quem são ou como são se não procurarem no google ou nas enciclopédias suas características psicológicas. Chegam a creditar que só remédios podem lhe capacitar a pensar, a aprender, a se socializar. Os pais perdem a oportunidade de amarem seus filhos como são. Perdem a magia de relembrar tempos depois altas traquinagens. Perdem a chance de conhecerem seus filhos verdadeiros “avoadinhos”, “elétricos”, “birrentos”… Pois querem filhos de comercial de margarina. Sempre limpos, sorridentes e inteligentíssimos como aquele que pede brócolis num comercial sei lá do que. E nós professores perdemos a chance de aprender. Perdemos a chance de ajudar a construir pessoas saudáveis e felizes. Livres de estereótipos que lhes ceifem as oportunidades. Perdemos a chance de sermos dignos de sermos classificados de mestres, educadores. Amigos. Você já deu algum diagnóstico hoje. Sugiro que diagnostique casos de criatividade, sapequice e inteligência. OBS* Pros curiosos… Meu primo felizmente esqueceu tantos diagnósticos. Hoje é casado, feliz, tem duas filhas e para minha admiração e alegria voltou a estudar! Juliana Araújo
Incrições para o PROUNI
Faculdade de Agudos – 23/05/2007 Portaria Normativa no 24, de 22 de maio de 2007. Regulamenta o processo seletivo do Programa Universidade para Todos – PROUNI referente ao segundo semestre de 2007. As inscrições para participação no processo seletivo do ProUni referente ao segundo semestre de 2007 serão efetuadas exclusivamente por meio eletrônico, mediante o preenchimento da ficha de inscrição disponível no endereço eletrônico www.mec.gov.br/prouni , doravante denominado endereço do ProUni na Internet, a partir do dia 23 de maio de 2007 até às 21 horas do dia 9 de junho de 2007. Vagas oferecidas – Curso de Administração – 07. Direção
A primeira professora
Agudos – 12/05/2007 – Jornal da Cidade de Agudos A imagem da minha primeira professora continua intacta na minha memória… Hoje, como professora me pergunto o porquê de tamanha admiração por aquela mulher. Tento organizar as idéias no afã de descobrir e chego a algumas conclusões ou algo parecido. Pra isso me questiono: qual a sua técnica de trabalho? Como era seu relacionamento comigo? O que ela fazia de especial? O que me ensinava de tão importante? Imagens e falas passadas me respondem. Quando penso na técnica ou na didática a vejo como algo que hoje se aproximaria da pedagogia do afeto que conhecemos através dos trabalhos de Gabriel Chalita. Ela me ensinava pelo sorriso, pelo toque, pelo olhar às vezes de consentimento às vezes de reprimenda. Ela falava muito em alguns momentos e admito que não entendia muita coisa, mas também falava pouco e me fazia entender muito. Claro que também pegou na minha mão pra firmar o traçado daqueles pequenos esboços e garranchos que dela saíam. E no mais tradicional dos métodos me colocou sim várias vezes de castigo. Aos meus olhos seu relacionamento comigo era sempre diferente em relação ao que ela mantinha com outras crianças. Eu sempre parecia especial. Mesmo magrela, descabelada e banguelinha… O que ela fazia de especial além de ensinar e contar histórias era claro, a merenda! Como esquecer bolos de cenoura e leite quentinho nas tardes frias de inverno? O que ela me ensinava de tão importante? Além de reforçar a letra, melhorar a tarefa me dizia que era feio falar palavrão, comer com a boca cheia, bater nos amigos. Obrigava-me a pedir por favor, com licença e dizer sempre: – obrigada!. Ah! Tinha de dar o lugar para os mais velhos, oferecer o que estivesse comendo para outras crianças e guardar os brinquedos que deixava espalhados. É claro que tinha o lado misterioso dela sempre descobrir as artes que eu aprontava, de estar sempre por perto quando eu me machucava e de forma muito suspeita se antecipar a vários perigos de infância como surras de amiguinhos, falta de merenda, febres e piolhos… Você teve uma primeira professora assim? Gostaria que todos tivessem tido. A minha ainda hoje continua próxima de mim. Me salvou em muitas outras ocasiões, inclusive na adolescência. Ainda hoje me ensina só com o lhar… Seu nome é Ilza Benedita. Mas sempre foi mais fácil chama-la de MÃE. Beijo a todas as primeiras professoras do mundo! Feliz dia das mães. Juliana Araújo
Grupo NP investe em saúde e TV
Jornal da Cidade – 01/05/2007 – Economia O Grupo Nelson Paschoalotto (NP) – referência no ramo de recuperação de crédito na região de Bauru com clientes em todo País – está ampliando seus investimentos. Depois da parceria fechada na área de educação com a Faculdade de Agudos (Faag) em 2006, os focos desta vez são o setor de saúde e a mídia. O presidente da empresa, Nelson Paschoalotto, tornou-se sócio da Beneplan – operadora especializada em plano de seguro médico administrada pelo Hospital Beneficência Portuguesa – e arrendou um horário na TVCom Bauru, cuja programação estréia hoje. O empresário adquiriu 12% da Beneplan, que até então era formada por outros seis sócios. Em entrevista coletiva concedida à imprensa ontem à tarde, na sede da empresa, Paschoalotto preferiu não falar sobre o valor do investimento, porém, adiantou que um dos objetivos da parceria é estender os planos de saúde aos funcionários do Grupo NP. Ele deixou claro, no entanto, que o projeto ainda está em negociação. “A idéia é oferecer assistência médica, odontológica e farmacêutica. Além disso, os serviços do Hospital (Beneficência Portuguesa) poderão ser usados a um preço mais reduzido. Entretanto, ainda estamos estudando como disponibilizar esse benefício”, comentou. Para o diretor do grupo Beneplan, médico Luiz Carlos Mendes Júnior, o número de usuários do serviço deve aumentar significativamente com a nova adesão. “O Grupo Nelson Paschoalotto vem somar conosco, inclusive em âmbito regional. A empresa traz um potencial de dez mil novos usuários para a Beneplan”, acrescenta. Mendes aposta nessa demanda porque o benefício também será estendido aos familiares dos 2.500 funcionários do Grupo NP em Bauru. A empresa possui ainda 17 filiais espalhadas pelo País. Ainda de acordo com o diretor, atualmente a Beneplan contabiliza 25 mil usuários do serviço em Bauru. Programação Com um perfil extremamente positivista, o Grupo Nelson Paschoalotto (NP) lança a partir de hoje uma programação exclusiva na TVCom Bauru, canal 13. Serão dez horas por dia de transmissão e 34 programas semanais. De acordo com o presidente da empresa, Nelson Paschoalotto, o programa terá apenas notícias positivas sobre Bauru. Informações que destacam problemas sociais no município não serão veiculadas. “A programação da NP TVCom será uma alternativa em comunicação. O objetivo é informar apenas notícias positivas para elevar a auto-estima da população”, ressalta Paschoalotto. O empresário também diz que o espaço na TV será uma forma de atrair investimentos para o município. Na opinião dele, muitas empresas se afastaram da cidade porque os comentários sobre os problemas municipais têm ganhado proporção maior do que merecem na mídia. Os programas terão gêneros variados, contemplando inclusive as áreas de saúde, educação, cultura, esporte, meio ambiente, tecnologia, negócios, cidadania, além de coberturas de eventos ocorridos em Bauru e região. Paschoalotto não quis falar sobre o valor do investimento na TV, mas informou que cerca de 30 profissionais estarão envolvidos na produção dos programas. De acordo com ele, a programação terá participação de instituições como a Polícia Militar (PM), Faculdade de Agudos (Faag) e outras entidades ligadas à saúde, meio ambiente, Justiça, esporte e cultura. Os programas vão ao ar das 11h às 18h e das 19h às 22h. O empresário Natan Chaves, proprietário da TVCom Bauru, acredita que a parceria e a linha editorial do programa beneficiarão, principalmente, o telespectador. “O Grupo Nelson Paschoalotto vai patrocinar produções e programas artísticos, culturais e jornalísticos de uma maneira alegre e suave”, diz. Segundo Chaves, a TVCom, que está no ar há quatro anos, possui atualmente 19 mil assinantes em Bauru. Lucien Luiz
FAAG em Foco
Agudos – 1o/05/2007 – Departamento de Marketing Teve início neste primeiro de maio a nova programação do canal 13 da NET – Bauru. Com uma programação toda voltada a mostrar as coisas positivas da região, a TV NP com Você, fez sua programação deste primeiro dia falando sobre trabalho. Aproveitando o gancho do dia do trabalho, muitas materias A FAAG esteve presente neste primeiro dia de programação com o programa FAAG em Foco. Juliana Araújo, apresentadora do programa, recebeu o Dr. Nelson Paschoalotto, presidente do Grupo NP, Telma Toniol, socióloga e professora da FAAG e Nilson Bueno Jr., supervisor do CIEE (Centro de Integração Empresa Escola) de Bauru. Abordando o tema O Jovem e o Mercado de Trabalho o programa foi realizado em três blocos, onde os debatedores puderam expor suas opiniões e apresentar ao jovem as necessidades encontradas pelas empresas, necessidades de aprimoramento, dicas de postura em entrevistas de empregos, vestimenta, vocabulário entre outras dicas. No próximo programa será abordado o tema Empreendedorismo, os entrevistados debateram sobre o perfil do empreendedor, aquele que nao parte para o Mercado de Trabalho como empregado, mas sim como empregador. Participe do próximo programa enviando perguntas para o e-mail [email protected]. André Cortucci
Bauru tem mais de 50 mil informais
Jornal da Cidade – 27/04/2007 – Economia Faça chuva ou faça sol, Cleide Felipe, 57 anos, bate ponto na rua Batista de Carvalho na tentativa de vender doces para garantir o ganho do mês, que em média não ultrapassa R$ 200,00. A exemplo de mais de 50 mil trabalhadores em Bauru, ela não tem registro em carteira de trabalho. Como não contribui com a Previdência Social, também não tem acesso a nenhum benefício trabalhista, inclusive do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). “O dinheiro mal dá para as despesas da casa”, diz, desanimada, a vendedora, que não existe como trabalhadora para o governo. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 39% da massa trabalhadora do município atua sem registro em carteira, o equivalente a 51.241 pessoas. Já o número de trabalhadores formais na cidade chega a 79.653. “É um número assustadoramente grande. Porém, não é muito diferente do que acontece em outras cidades brasileiras. Trata-se do resultado de uma incapacidade governamental de enxergar que, se houver diminuição da carga tributária incidente sobre o trabalho remunerado, o número de empregos vai crescer”, opina o economista Fernando Pinho. Para Cláudio Garbi, vice-diretor da Faculdade de Agudos (Faag) e professor de pós-graduação em economia na Fundação Getulio Vargas (FGV) em São Paulo e no Rio de Janeiro, o índice de informalidade em Bauru é reflexo, principalmente, da economia ter como base o comércio e a prestação de serviços. Na avaliação dele, a indústria e a agricultura deveriam ser mais incentivadas. “São segmentos que geram grande demanda por trabalhadores e que influenciam diretamente na queda da taxa de informalidade.” Em Bauru, não existe um fator determinante para a causa da informalidade, segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Walace Samapaio. “A cidade não possui uma característica especial nesse aspecto. Com a globalização da economia, muitas empresas migraram para outros lugares”, ressalta. Nos últimos anos, Bauru perdeu indústrias como a Frescarini, Bunge e a Empresa Circular Cidade de Bauru (ECCB), que demitiram centenas de funcionários. Somente no caso da Bunge, conforme Sampaio, a maior parte dos empregados foi reaproveitada em outras unidades do grupo. Segundo o IBGE, entre os mais de 50 mil trabalhadores informais do município, 35.909 são homens e 15.343, mulheres. Investimentos O economista Fernando Pinho acredita que o cenário do trabalho informal em Bauru também é reflexo de falta de empenho da Prefeitura Municipal em atrair investimentos. “Os empresários mais bem sucedidos, como buscam novas regiões para expandir seus negócios, procuraram municípios dinâmicos, tanto política quanto economicamente. Não é o caso de Bauru, que ficou estagnada nos últimos anos com o orçamento estrangulado. Isso fez com que muitos empresários se afastassem do município”, constata o economista. Sem direitos Para a Previdência Social, os trabalhadores que não têm carteira assinada não existem. Eles são, simplesmente, prestadores de serviço clandestinos. De acordo com a coordenadora da comissão de assuntos previdenciários da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Bauru, Ana Paula Radighieri Moretti, essas pessoas não têm direito a nenhum benefício trabalhista. Isso quer dizer que, se adoecerem, não terão o auxílio-doença do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), assim como seus familiares não receberão pensão em caso de morte. Essas pessoas também não poderão se aposentar por tempo de serviço, já que o trabalho não está sendo contado pelo governo. “Se esse trabalhador se acidentar ou ficar doente, não terá condições de trabalhar e não terá um benefício da Previdência que possa garantir seu sustento durante o período de recuperação”, comenta Moretti. Além dessas perdas, as pessoas que trabalham na informalidade também ficam sem férias, décimo terceiro salário, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e outros benefícios que as empresas são obrigas, por lei, a oferecer. Os trabalhadores de baixa renda (que ganham até um salário mínimo, ou R$ 380,00) podem contribuir com a Previdência pagando alíquota de 11% sobre o salário. Até o ano passado, o desconto mínimo era de 20%. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone 0800-728-0191 ou nas agências da Previdência. Lucien Luiz
TV FAAG
< > < >Agudos – 21/04/2007 – Departamento de Marketing < >A nova programação do Canal 13 da NET (TV COM) contará com programas produzidos pela Faculdade de Agudos. A nova programação entrará no ar dia 01/05/2007 e em uma parceria com o Grupo NP, a faculdade estará produzindo três programas. < >Desafio FAAG – Programa com 60 minutos de duração. Serão convidadas escolas do Terceiro Ano do Ensino Médio, essas escolas se enfrentarão duas a duas até se conhecer as duas melhores escolas que farão a grande final. < >FAAG em Foco – Programa com 30 minutos de duração. Três debatedores abordarão temas importantes e polemicos da sociedade. < >FAAG na Trilha – Programa com 30 minutos de duração. Nesse programa conheceremos os mais bonitos lugares da região, sempre com um foco diferente dos já abordados. < >Todos os programas serão apresentados três vezes por semana. < >André Cortucci